domingo, 6 de dezembro de 2015

ESTIMATIVA DO GASTO ENÉRGETICO DA CAMINHADA



A atividade física cada vez mais vem crescendo com o objetivo de prevenção e uma melhoria no bem-estar e na saúde das pessoas as quais praticam, resultando em melhorias funcionais do organismo, psicológicas, educativas entre outros fatores. Deve-se ressaltar dentre os fatores citados, a prevenção e tratamento da obesidade (acumulo de tecido adiposo no corpo).

O artigo aponta a caminhada como um exercício muito popular e muito utilizada treinos para a redução de peso ou o controle do mesmo. A quantidade de energia gasto durante a atividade vai depender da intensidade do exercício onde será prescrita por um Educador Físico, onde o gasto energético será medido por calorimetria indireta pela medida do consumo de oxigênio. O estudo deste artigo tem como objetivos: Desenvolvimento de equação de predição do GEC (gasto energético da caminhada) em indivíduos jovens e a Avaliação da estimativa do GEC feita pelo o monitor de FC Polar também para indivíduos jovens. Para o primeiro objetivo foram analisadas três situações: 1- quando é possível a identificação da velocidade; 2- quando é possível a monitorização da frequência cardíaca; 3- quando não é possível nem a identificação da velocidade nem a monitorização da frequência cardíaca.   

METODOLOGIA


Foram analisados 30 adultos jovens, não atletas, sendo 16 homens e 14 mulheres e todos alunos do curso de educação física. Todos eles praticaram uma caminhada na esteira ergométrica com 1% de inclinação nas intensidades leve, moderada e alta com 6 minutos para cada intensidade. VO2 medido pelo analisador metabólico Teem 100 da Aerosport, a frequência cardíaca e o gasto energético da caminhada estimado pelo analisador monitor de 2 últimos minutos de cada intensidade. 

RESULTADOS


Todos os indivíduos eram jovens com percentual de gordura dentro de limites normais e com nível de atividade física de 4,0 ± 2,0 para homens e 4,8 ± 2,2 para as mulheres em uma escala. O monitor estima o gasto energético apenas para FC superiores 100bmp, o GEC não pode ser estimado para todos os indivíduos das amostras em todas as intensidades, principalmente as mais baixas. As comparações nas intensidades leve e moderada (principalmente a leve em que foi possível ser analisadas em 9 indivíduos- todo sexo feminino) ficaram prejudicadas, pois foram feitas com números de sujeitos menores, onde não atingiram a FC mínima de 100bmp. As equações de predição do gasto energético da caminhada foram divididas em quatro blocos: 1) equações em que se utiliza a velocidade de caminhada; 2) equação em que se utiliza a FC; 3) equações em que se utiliza a percepção da intensidade do esforço; e 4) com utilização de todas as variáveis do estudo. Nos quatro blocos, as equações foram ordenadas da mais simples (menor número de variáveis) até a mais complexa (maior número de variáveis), conforme resultados decorrentes do processo de regressão múltipla com inclusão progressiva (forward stepwise). Não houve um resultado significante quando a á intensidade do exercicio foi leve ou moderada onde a FC passaria de 100bmp, mais sua precisão é melhor em caminhadas de altas intensidade onde a FC era de 130bmp a 150bmp nos adultos jovens.



REFERÊNCIAS 

Leandro Nogueira Dutra1, Vinicius Oliveira Damasceno1,2,3, André Calil Silva1, Jeferson Macedo Vianna1, José Marques Novo Junior1 e Jorge Roberto Perrout Lima . Estimativa do gasto energético da caminhada. Rev Bras Med Esporte _ Vol. 13, Nº 5 – Set/Out, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbme/v13n5/08.pdf

4 comentários:

  1. O presente artigo apresentou resultados já esperados,que mesmo com pequenas falhas na obtenção de alguns dados, levando em consideração a FC mínima atingida, ainda assim pode-se comprovar que a caminhada promove gasto calórico bem significativo e se praticada constantemente,pode acarretar em perca de massa gorda, ou seja, perca de gordura ou perca de tecido adiposo como citado no presente artigo.
    Vários testes foram feitos, em jovens estudantes de educação física, de modo a verificar a FC e o gasto calórico, após um determinado tempo na esteira. Segundo os resultados, não houve uma variação tão significativa nessas variáveis quando a intensidade da atividade física em questão se encontrava em intensidade baixa ou moderada.

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  2. A caminhada moderada pode ser tão eficiente para a saúde quanto a corrida vigorosa, aponta uma pesquisa do Lawrence Berkeley National Laboratory, na Califórnia (EUA) e publicada no periódico Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology no dia 5 de abril. O estudo apontou que as pessoas que caminham também tem menos riscos de ter diabetes, hipertensão e doenças coronarianas.Os pesquisadores acompanharam por seis anos 33.060 corredores e 15.045 praticantes de caminhada, comparando os gastos de energia relatados pelos entrevistados, e os diagnósticos médicos de hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes e doença cardíaca coronariana. Os indivíduos estudados tinham idades entre 18 a 80 anos, mas a maioria estava entre os 40 e 50 anos de idade.Para os cientistas, os resultados são semelhantes porque ambas as atividades físicas envolvem os mesmos grupos musculares, apenas mudando a intensidade de seu trabalho. Na verdade, entre os entrevistados que praticavam caminhada, as reduções do risco eram ainda maiores:
    - O risco de desenvolver hipertensão diminui 4,2% com corrida, e 7,2% com caminhada.
    - Já o desenvolvimento de colesterol alto cai 4,3% em corredores e 7% em quem caminha.
    - A diferença na queda dos riscos de diabetes foi pouca: 12,1% na corrida e 12,3% na caminhada.
    - Quem caminha reduz os riscos de doença coronariana em 4,5%, contra 9,3% em quem prefere correr.
    Comentário feito pelo grupo Barreiras da Atividade Física.

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  3. Podemos citar a caminhada como um exercício bastante popular e muito utilizado no intuito de prevenir diversos tipos de doenças, como cardíaca e respiratória, também é muito utilizada em programas de controle de peso corporal, o que afirma sua eficiência ao gasto energético. Estima-se que para um bom desempenho seja necessário através da caminhada um gasto energético de pelo menos 150kcal por dia onde a intensidade da caminhada varia de acordo com o tipo de exercício dependendo também das diferenças de idade, sexo, tamanho, peso e composição corporal. No caso podemos indicar a caminhada para pessoas acima do peso que não podem praticar corridas por possuírem as articulações comprometidas de certa forma. Como citado no texto acima a medição do gasto energético é feita através da calorimetria e do consumo de oxigênio. (GRUPO: EXERCÍCIO FÍSICO E MAL DE PARKINSON / ALCIONE DE SÁ, ALLANA FERREIRA, DANIELA OLIVEIRA, FILIPE MATHEUS, ISRAEL FARIAS)

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  4. A velocidade, distância e peso corporal dos indivíduos também devem ser levado em consideração para medir o gasto energético. Quando mais intenso a caminhada mais rápido e duradouros serão os resultados, tanto as adaptações quanto o gasto energético. Devido a baixa intesidade da caminhada o "destreinamento" é bem mais rápido e acentuado nos praticantes, mesmo em pessoas que praticam por um longo período, porém seus resultados são significativos e pessoas sendentárias. É ideal que o indivíduo tente intensificar sua caminhada, seja em distânia ou em intensidade para quebrar a homeostase promovendo sempre um novo desafio para seu corpo o que implica em um maior gasto energético. Para tais ações é importante consultar um profissional de Educação Física para auxiliar da melhor maneira evitando risco de lesões.

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