segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

GASTO ENERGETICO DE REPOUSO MEDIDO VS. ESTIMADO E RELAÇÃO COM A COMPOSIÇÃO CORPORAL DE MULHERES

A duas maneiras que podemos estimar o gasto energético, podem ser eles, direto ou indireto. Quando direta, a trocas de calor entre o meio externo e o organismo, já na forma indireta é analisada através do consumo de O2 e CO2 (oxigênio e gás carbônico). O artigo traz como objetivo de estudo a comparação de diferentes tempos da coleta de dados e seleção de pontos calorimetria indireta ao resultante do uso de equações de estimativas utilizadas nas literaturas, estabelecer por regressão linear equações de predição do gasto energético de repouso e comparar a melhor delas ao medido pela calorimetria indireta e pelas outras equações da literatura, verificar a correlação entre as equações de estimativas ao medido pela calorimetria indireta e verificar quais variáveis antropométricas seriam melhor relacionadas ao gasto energético de repouso.



MATERIAIS E METÓDOS 


Um número de 28 mulheres sedentárias da normalidade obesidade foram voluntarias para a pesquisa onde foram avaliados a massa corporal, medidas das pregas cutâneas. Os cálculos de massa corporal foram medidos através da formula de Siri. As voluntarias chegaram em laboratórios com jejum de 12 horas, com repousos de 30 minutos tanto sentada quanto deitadas, após mediram a calorimetria por mais 30 minutos. O gasto energético foi calculado por equações desenvolvidas para mulheres. 

RESULTADOS 


Diferentes tempos de coleta produziram resultados similares para o GER medido. O GER estimado pelas fórmulas de Harris & Benedict, FAO/WHO/UNO somente peso e peso mais altura, Schofield e GERNosso foram estatisticamente iguais ao GER medido. As equações do Siervo & Falconi, Schofield e Henry & Rees não foram correlacionadas ao GER medido. O melhor preditor isolado do gasto energetico foi a massa corporal e a melhor associação quando ajustado por unidade (kg) foi a massa magra. A equação desenvolvida no presente trabalho foi: Gasto energético de repouso (kcal/d)= 21837 – 14,448 ; Peso(kg) + 54,963 ; Massa Magra(kg) – 9,341; Estatura(cm) – 4,349, Idade(anos) – 19753; Densidade Corporal(g/ml).


REFERÊNCIAS 

Carlos A. Fett Waléria C.R. Fett Julio S. Marchini; Gasto Energético de Repouso Medido vs. Estimado e Relação com a Composição Corporal de Mulheres; Arq Bras Endocrinol Metab vol 50 nº 6 Dezembro 2006 .





4 comentários:

  1. A calorimetria na fisiologia está relacionada com o estudo do metabolismo energético do indivíduo. É relevante destacar que, a estimativa do gasto energético é importante para regular a demanda nutricional de cada pessoa. A mensuração da calorimetria apresenta dificuldades, sendo possível antever o gasto, a partir de dados como: sexo, idade, massa corporal e estatura. Sendo também notório que, o modo mais viável de se obter algum resultado, é através da calorimetria indireta. A calorimetria indireta é um método que determina as necessidades nutricionais e a taxa de substratos energéticos a partir do consumo de oxigênio e da produção de gás carbônico obtidos pela análise do ar inspirado e expirado pelos pulmões. Além disso, é pertinente apontar que, em ambas as formas de medição (calorimetria direta e indireta), o custo pode ser elevado.

    GRUPO: Exercício Físico e Mal de Parkinson

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  2. Segundo a nutricionista Márcia Reginal, se a pessoa pretende emagrecer e faz refeições que somadas, totalizam as calorias gastas em repouso isso já ajuda no processo de emagrecimento. Entretanto, ao menos 10 fatores influenciam no gasto calórico e na quantidade ideal de calorias a ser consumida por cada um. Por isso, sempre é indicado fazer uma avaliação nutricional para definir o programa alimentar personalizado. A mulher tem um gasto energético em repouso de aproximadamente 1200 a 1400 calorias por dia. O homem entre 1800 a 2000 calorias diárias, as calorias consumidas enquanto não fazemos nada compõem o que os especialistas chamam de Taxa de Metabolismo Basal. Um quesito que é muito pessoal é a meta de quilos a serem eliminados por mês,a perda de peso está relacionada à composição corporal total da pessoa, ou seja, a quanto ela tem de gordura corporal, massa magra e água, explica Márcia. Por isso, uma pessoa pode até emagrecer 10 quilos em um mês, desde que tenha um peso bem elevado. Dietas muito restritivas são muito utilizadas para emagrecer rápido, porém seu maior problema é a dificuldade para manter o peso após o seu término, a dieta restritiva é de caráter agudo e não proporciona ou proporciona muito pouca adaptação corporal.
    Comentário feito pelo grupo: Barreiras da atividade fisica

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  3. Acrescentando ao post, calorimetria é " é um método não-invasivo que determina as necessidades nutricionais e a taxa de utilização dos substratos energéticos a partir do consumo de oxigênio e da produção de gás carbônico obtidos por análise do ar inspirado e expirado pelos pulmões"(DIENER, 1997), em artigo de revisão publicado pela Rev Ass Med Brasil. Fazendo comparações com literatura, o estudo pode ser somado e dinamizado por outro tipo de formulas após a "Formula de Siri" que serve para medir %G. o Protocolo de Guedes utilizado para adultos usando 3 dobras e servindo para medir a densidade corporal apos saber o gasto energético do individuo, assim colaborando ao estudo podemos usar o equação G%=[(4.95/densidade c.) -4.50] x 100 (formula de siri) chegando ao percentual de gordura através de densidade corporal.

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  4. De acordo com a postagem, pode-se concluir que o principal objetivo é determinar o gasto calórico,tanto de maneira direta, como indireta, sendo assim é importante frisar que o metabolismo envolve as reações químicas das biomoléculas dentro do corpo, englobando tanto a síntese (anabolismo) quanto o fracionamento (catabolismo). Três fatores influenciam o total de energia gasto pelo organismo durante o dia: a taxa de metabolismo basal, a termogênese e a atividade física. Além desses fatores, o gasto energético ainda sofre influência da idade, do sexo, do peso, da estatura e do clima ambiental (MAGRINI, et al, 2008; COCATE, PG, 2009).

    Segundo Magrini et al (2008), o maior responsável pelo gasto energético diário é a taxa de metabolismo basal (TMB) ou gasto energético basal (GEB), que corresponde a cerca de 60 a 75% da necessidade diária de energia. Esse gasto energético basal é uma medida da energia gasta pelas funções vitais do organismo, como batimentos cardíacos, respiração, circulação, entre outros. O GEB pode ser afetado por alguns fatores como composição corporal, idade, sexo, temperatura corporal, estado nutricional, menstruação, gestação e funcionamento endócrino.

    A atividade física é o componente mais variável entre os indivíduos, e também é afetado por fatores como idade, sexo, peso, estatura, composição corporal, tipo de atividade, intensidade, freqüência, duração, condicionamento físico, estado nutricional, entre outras. Diferenças morfológicas nas fibras musculares também podem interferir no tipo de substrato energético utilizado durante a atividade física e devido a isso, também afeta o gasto calórico. Além disso, a atividade física pode aumentar o GEB e a termogênese (MAGRINI et al, 2008).

    A estimativa do gasto energético é importante para ajustar a oferta nutricional de cada indivíduo. A adequação nutricional é necessária para orientar quanto à oferta energética adequada à demanda da atividade envolvida.

    Ainda, a GMB pode ser avaliada por calorimetria indireta, um método que determina as necessidades energéticas a partir do consumo de oxigênio e da produção de gás carbônico obtidos por meio do ar inspirado e expirado pelos pulmões (COCATE, PG, 2009; RODRIGUES, et al, 2008). A denominação indireta indica que a produção de energia é calculada a partir dos equivalentes calóricos do oxigênio consumido e do gás carbônico produzido. Assim, calcula-se a quantidade total de energia produzida, utilizando o oxigênio consumido para a oxidação dos substratos energéticos e o gás carbônico que é eliminado pela respiração (COCATE, PG, 2009; RODRIGUES, et al, 2008).

    Uma série de estudos mostram que a utilização da fórmula de Harris-Benedict tende superestimar a GMR em indivíduos obesos (WAHRLICH, V, et al, 2007; VASCONCELLOS, M, 2001).

    Schneider & Meyer (2005) realizaram um estudo com adolescentes obesos e com sobrepeso. Eles avaliaram o GMR destes adolescentes através da calorimetria indireta e compararam com as seguintes equações de predição; Harris & Benedict, Schofield, FAO, e Henry & Rees. Foi observado que as equações de predição não são adequadas para estimar a GMB da população estudada, sendo que na maioria dos casos pode superestimar as necessidades energéticas.

    Um estudo recente realizado com ciclistas, também avaliou o GMR destes indivíduos e comparou com as equações de predição. Neste estudo, os resultados confirmam que as equações avaliadas não são adequadas para estimar a TMR em atletas.

    Diante desta realidade, é importante que o profissional fique atento as fórmulas utilizadas para predizer o gasto energético do seu paciente, para que não seja superestimado o gasto calórico do mesmo.

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