domingo, 29 de novembro de 2015

GASTO ENERGÉTICO ENTRE CRIANÇAS DE ESCOLA PÚBLICA OBESAS E NÃO OBESAS



Artigo publicado pela a Revista Brasileira de Ciência e movimento, Julho de 2002.

A obesidade se tornou mais presente nos dias de hoje, com o avanço tecnológico e uma nova forma de vida, as crianças estão deixando um pouco de lado o brincar de forma onde havia uma movimentação corporal maior, para trocar por apenas movimentos das mãos (para usos de aparelhos eletrônicos) ou alguma parte do corpo sem haver o movimento em conjunto de vários grupos maiores de musculatura resultando em uma ação maior. A atividade física diária, reduz a possibilidade de números maiores de pessoas obesas, trazendo melhoria na saúde e bem-estar do ser, diminuindo os riscos de doenças como cardíacas, respiratórias, entre outras.

O Objetivo do artigo é compara o gasto energético de crianças do 3º e 4º ano, obesas e não obesas de ambos os sexos, das escolas públicas estaduais dos bairros Jardim Aeroporto, sub-distrito de Jabaquara da cidade de São Paulo. Na metodologia foi aplicada uma pesquisa com 26 crianças, calculando o IMC (índice de massa corporal) para a avaliação nutricional e para saber a estimativa do gasto energético durante a atividade física, foram utilizados sensores de movimentos uni-axiais (CSA) em dias de semana e finais de semana, com variação de 4 a 7 semanas.

Os resultados mostram através dos sensores que as crianças fazem atividades físicas de intensidade leve durante várias vezes durante ao dia e vigorosas ou moderadas poucas vezes, então conclui-se que as crianças mais obesas o gasto energético é superior das não obesas. Não foram significantes estatisticamente as diferenças de gasto energético das variáveis de idade e sexo entre as crianças. Conclui-se que crianças obesas possuem maior gasto energético em pouco tempo (minutos) de atividade em relação as crianças obesas com melhor desempenho de atividade as crianças não obesas, em ambos grupos a atividade física predominante possuíam apenas uma intensidade leve resultando em baixo gasto energético. Foi notória a falta de estímulos para favorecer o maior gasto energético das crianças de ensino público.


Referência:

Bracco, M.M, Ferreira, M.B.R, Morcillo, A. M.,Colugnati, F. e Jenovesi. Gasto Energético entre crianças de escola pública obesas e não obesas. Rev. Bras. Ciên. e Mov, 10(3): 29-35, 2002. Disponível em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/460/485  . Acesso em 27 de novembro de 2015.

4 comentários:

  1. A obesidade infantil é um dos maiores desafios para a saúde pública no século 21, é um problema global que afeta muitos países de renda baixa e média, especialmente em áreas urbanas. Segundo uma pesquisa feita pelo IBGE entre 2008 e 2009 com 188 461 pessoas, o sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade no Brasil, as crianças com obesidade correm o risco de provavelmente permanecerem obesas quando adultas e são mais suscetíveis a doenças não transmissíveis, como diabetes e doenças cardiovasculares em idade mais precoce, é consenso entre os educadores físicos a utilização de praticas lúdicas, praticas esportivas e ate atividades do dia-a-dia em maior intensidade(subir escadas, caminhadas) apesar de serem simples ajudam a queimar calorias.
    Comentário feito pelo grupo Barreiras da Atividade Fisica.

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  2. A obesidade infantil também aumentou por uma questão cultural onde o tempo ficou mais curto e para acompanhá-lo a alimentação tende a ser mais rápida também, com isso o consumo excessivo de fastfood, refrigerantes tornou-se cotidiano, junto ao sedentarismo provocado pelo avanço tecnológico fez com que as taxas de obesidade infantil aumentassem.
    Além da má alimentação, a mídia com todas as suas propagandas chamativas faz com que a "criação" desses indivíduos sejam voltadas para esse novo cotidiano prático e não-saudável, mostrando que é bom e que traz felicidade.
    Segundo gallahue, entre 7 e 12 anos a formação de consciência e personalidade na criança está em formação, isso quer dizer que a influência midiática atual concretiza de forma indireta a consciência infantil de que a consumação de alimentos prejudiciais e o sedentarismo são corretos e devem ser seguidos.

    Comentário feito pelo grupo adaptações fisiológicas em altas e baixas temperaturas.

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  3. É bastante significativo o estudo do gasto energético na entre crianças obesas e não obesas. A obesidade vem se disseminando e esta por ser uma forte determinante de várias complicações na infância e na idade adulta, está em destaque nas atuais pesquisas. Não somente o avanço tecnológico e uma nova forma de vida das crianças são causas para doença crônica, mas também a correria cotidiana dos pais é um fator que contribuí para que as crianças apresentem sobrepeso, diante do consumo de alimentos com alto conteúdo de gorduras e açúcares somado ao sedentarismo, há como resultado um balanço energético positivo, ou seja, o aumento do peso corporal. Em relação há esse artigo a mensuração do nível de atividade física e do gasto energético entre as crianças obesas é maior que as não obesas por minuto de atividade física, mesmo as crianças não obesas realizando mais tempo de atividades físicas leves que as crianças obesas. E também se apurou que apenas a prática de atividade física não seria suficiente para o controle da obesidade. Ademais, o nível de estresse a que é submetida uma criança portadora dessa doença crônica durante o exercício é muito alto.

    Cairo Hilbert, Leticia Sá, Railson Viana, Sâmya Lethícia, Suyanne Melo. (Grupo: Cancêr e Exercício Físico)

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  4. Com o avanço da tencologia, crianças e adolescente têm-se tornandos reféns do sedentarismo, adquirindo problemas como a obesidade. A prática regular de exercício pode ser um fator determinante para o controle e tratamento da obesidade nessa faixa etária. Alguns dos efeitos benéficos da atividade física são a prevenção e controle de certas doenças na fase adulta. Além disso, a prática regular de atividade física é importante para a melhoria da aptidão física e desempenho, potencialização do crescimento e estimular a participação desses indivíduos com sobrepeso em programas de atividade física. Em crianças obesas, há uma maior esforço despendido no momento da prática. Essas crianças, apresentam maior gasto energético em menores níveis de atividades físicas. Aponta-se também que, crianças do sexo masculino são mais ativas que as do sexo feminino. Estas crianças demonstram maior gasto de tempo em atividades intensas, e em consequências disso, maior gasto energético.

    GRUPO: Exercício Físico e Mal de Parkinson

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