sábado, 19 de dezembro de 2015

FATORES INTRÍNSECOS DO CUSTO ENERGÉTICO DA LOCOMOÇÃO DURANTE A NATAÇÃO


O artigo de revisão inicia com um termo que será utilizado até o final do artigo, o termo de custo energético da locomoção como a quantidade de energia metabólica gasto para transportar a massa corporal do sujeito de uma distância, aplicando a natação, ela se identifica como custo de nado (Cn). Esses custos energéticos são diferenciados de indivíduos para indivíduos por dois fatores a resistência hidrodinâmica e habilidade técnica do nadador.  

Uma das principais forças a ser abatida é a resistência da água durante a locomoção aquática. A resistência da água e maior do que a do ar, assim fazendo com que recrutamos mais energia para a ação da locomoção, durante a natação os impulsos devem ser lançados contra a água, dificultando mais a produção do movimento, diferente ocorre quando aplicamos a força no solo para gerar a locomoção, como andar, saltar entre outros fatores que gerem um deslocamento. O maior desempenho na natação é conseguido quando é aplicada a potência máxima (aeróbica e anaeróbica) e a economia de locomoção do atleta. Foram utilizados alguns procedimentos para obter as medidas dos gastos energéticos, de forma indireta foi utilizado o VO2 máx. para a obtenção de consumo de oxigênio para estimar o gasto energético pós exercício.

O artigo traz como fundamentação alguns efeitos como os de gênero, onde as mulheres são mais econômicas que os nadadores isso é favorecido pela quantidade de gordura corporal, peso dos ossos e dos músculos, ou seja, quando menos gordura e peso corporal, maior a eficiência pois terá que utilizar muita energia para o nado. Outro feito é a idade, crianças possuem vantagens em flutuar com torque passivo do que os adultos, efeitos do nível de performance e especialidade, onde os adultos se sobressaem com a vantagem de experiência e habilidades técnicas, efeitos dos diferentes tipos de nado, onde o mais econômico é o craw e depois o nado costas, independentemente da velocidade que ele é nadado, borboleta e peito como o menos econômico dos nados.

O artigo conclui que os fatores que interferem nos custos dos nados são: idade, habilidades técnicas do nado, gênero e seu estilo de nado, onde as mulheres apresentam menor custo de nado, e as crianças como maior custo de nado pela a falta de habilidades técnicas de nado que estão prestes a ser desenvolvidas e por fim o estilo mais econômico apontado segundo pesquisa é o craw e costas, e menos econômico é o peito e borboleta por ser mais complexos tecnicamente quanto fisicamente.

 
Referências:

Fabrizio Caputo; Mariana Fernandes Mendes de Oliveira; Benedito Sérgio Denadai; Camila Coelho Greco. Fatores intrínsecos do custo energético da locomoção durante a natação. Rev Bras Med Esporte v.12 n.6 Niterói nov./dez. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922006000600019&lng=pt&nrm=iso&tlng=pthttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922006000600019

Um comentário:

  1. O principal foco do artigo é abordar as diferenças de gastos com base no biotipo de cada indivíduo, e também a dominancia daquele indivíduo na prática do exercício, que nesse caso é a natação.
    Vemos que difentes biotipos respondem de forma diferente aos gastos requeridos na prática da natação, e também o modo como se é executado, também vai influenciar no gasto da mesma.
    Como abordado, o de peito e borboleta são os tipos que mais tem gastos energético pela necessidade de um movimento que envolva o corpo todo e em uma grande amplitude, promovendo esse gasto maior que os demais.

    Grupo: Exercício Físico e Mal de Parkinson.

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