domingo, 22 de novembro de 2015

METABOLISMO DE REPOUSO DE MULHERES PÓS-MENOPAUSA SUBMETIDAS Á PROGRAMA DE TREINAMENTO COM PESOS (HIPERTROFIA)

Artigo publicado em maio de 2007 pela Revista Brasileira de Medicina do Esporte, o mesmo tem como objetivo avaliar o gasto energético de repouso (GER) de mulher pós-menopausa submetidas a treinamento com pesos. Onde foram avaliadas 30 mulheres entre 45 a 70 anos de idade. Modificações fisiológicas ocorrem nas mulheres nesse período, diminuição representativa dos hormônios sexuais femininos, aumento do tecido adiposo, redução da massa muscular magra, diminuição do gasto energético de repouso, entre outros fatores. Vários estudos aplicam a importância do treinamento com pesos em programas de condicionamento físico, o exercício incluído de fortalecimento muscular onde tem por finalidade minimizar os riscos e até reverter as perdas ocorridas pelo o envelhecimento.

Metodologia

Avalição de 30 mulheres entre 45 a 70 anos de idade com mais de um ano de interrupção menstrual (FSH acima de 40mlU) sedentárias. Todas passaram por uma triagem medica para a verificação dos critérios de avaliação. Foram excluídas mulheres com reposição hormonal, usos de drogas, e pessoas ativas que utilizavam suplementos alimentares, não houve nenhum tipo de dieta prescrita, onde as mulheres teriam que manter seu habito alimentar. Foram divididas em dois grupos, as de controle (GC) e as de treinamento (GT).
Treinamento com pesos orientados por professores de educação física durante um período de 16 semanas, o treino foi aplicado de forma progressiva até atingir três series de 8-12 repetições máximas de 60 a 80% mantendo a relação entre intensidade versus volume. Foram realizados 10 exercícios para grupos musculares diferentes (peitorais, costas, coxa, bíceps e tríceps) e abdominais com 3 series de 30 repetições. Intervalos de 2 minutos e com respiração controlada durante o exercício com o objetivo de evitar apneia.
Foi avaliada a massa corporal em Kg utilizando a balança antropométrica tipo plataforma, avaliação hormonal do hormônio FSH, avaliação do gasto energético de repouso.

Resultados

Nenhuma diferença estatisticamente significante foi encontrada no grupo no início do treinamento (p> 0,05) foi encontrado na comparação entre os grupos no momento inicial do estudo, apontando a homogeneidade. Todas as mulheres foram classificadas com sobrepeso e tecido adiposo na área abdominal em excesso e seus hormônios FSH acima de 40mlU. Após o treinamento foram encontrados resultados significativos para as variáveis (p maior ou igual a 0,05), massa corporal (1,8kg, correspondente a 2,6%) massa muscular (2,0 kg, correspondente a 10,6%) para o grupo de treinamento (GT).

Conclusão


Mulheres em menopausa quando são submetidas a treinamentos com pesos, mostram modificações nas composições corporais relacionados a massa magra, aumentando o gasto energético de repouso, sugere-se então treinamentos com pesos para mulheres na menopausa com o objetivo de reverter ou atenuar os efeitos da menopausa no organismo feminino, resgatando habilidade funcionais entre outros fatores físicos e hormonais. 


Referências

Beaufrere B, Morio B. Fat and protein redistribution with aging: metabolic considerations. Eur J Clin Nutr. 2000;54:S48-53.
http://www.scielo.br/pdf/rbme/v13n2/13.pdf
Fitts RH. Effects of regular exercise training on skeletal muscle contractile function. Am J Phys Med Rehabil. 2003;82:320-31.
Poehlman ET, Toth MJ, Gardner AW. Changes in energy balance and body composition at menopause: a controlled longitudinal study. Ann Intern Med. 1995; 123:673
Ceddia RB. 
Composição corporal, taxa metabólica e exercício. Rev Bras Fisiol Exercício. 2002;1:143-56. 6. Silva RB, Costa-Paiva L, Neto AMP, Braga AAB, Morais SS. 
Atividade física habitual e risco cardiovascular na pós-menopausa. Rev Assoc Med Bras. 2006;52(4): 242-6. 7. 
Foster-Burns SB. Sarcopenia and decreased muscle strength in the elderly woman: resistance training as a safe and effective intervention. J Women Aging. 1999;11:75-85. 
 Kraemer WJ, Fry AC. Strength training: development and evaluation of methodology. In: Maud PJ, Foster C, editors. Physiological assessment of human fitness.
 Champaign IL: Human Kinetics Books, 1995;115-38. 9. American College of Sports Medicine. Position Stand. Progression models in resistance training for healthy adults. Med Sci Sports Exerc. 2002;364-80. 
 Gordon CC, Chumlea WC, Roche AF. Stature, recumbent length, weight. In: Lohman TG et al, editors. Anthropometric standartion reference manual. Champaingn: Human Kinetics Books, 1988;3-8. 11. World Health Organization. Physical status. 
The use and interpretation of anthropometry. 

3 comentários:

  1. Na Menopausa ocorre um aumento da deposição de gordura na região abdominal, aumentando o risco de doenças cardíacas,além disso, a diminuição na síntese de estrogênio auxilia na dificuldade da entrada de cálcio no osso, aumentando o risco de osteoporose e fraturas, as atividades mais indicadas são aquelas que geram prazer ao praticante, os exercícios aeróbicos são os mais eficazes e comuns, enquanto os resistidos auxiliam na manutenção e aumento da força e massa muscular. Quanto à saúde esquelética, podemos retardar a perda de massa óssea natural através da prática de atividades que suportem o peso do próprio corpo, como por exemplo: caminhada, dança e corrida. Porém, no caso de indivíduos que possuem alto risco de fratura, são indicadas atividades que não suportem o peso corporal, como natação, bicicleta e hidroginástica, na menopausa os alongamentos são indispensáveis e devem ser realizados todos os dias, independentemente da prática de atividade física, pois auxiliam no relaxamento muscular, aliviando tensões e evitando possíveis lesões.
    Comentário feito pelo grupo Barreiras da Atividade Física

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  2. Vale ressaltar que nesse período a mulher fica sensível, podendo assim, usar o exercício a qual ela está sendo submetida como uma forma para espairecer, consequentemente aumentando a produção do hormônio da felicidade, a Serotonina.
    E como já exposto, nesse período a mulher fica muito sucetível a mudanças corporéas, tornando assim o exercício uma forma de amenizar os efeitos da menopausa, mantendo um controle da massa magra, fazendo com que não perca as habilidades decorrentes do aumento de peso.
    Grupo do Parkinson : Israel Farias, Allana Ferreira, Alcione de Sá, Filipe Matheus, Daniela Oliveira.

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  3. O exercício com peso necessita que o indivíduo produza força, concêntrico e excêntrico. Levando em conta a relação entre intesidade e volume, têm como resultado as microlesões musculares que faz com que seu metabolismo seja ativado, gerando uma cascata de respostas hormonais. Percebe-se também o aumento da capacidade respiratória assim como melhoria da circulação, otimizando a irrigação, que leva oxigênio e os nutrientes responsáveis pela manutenção dos órgãos e músculos. E segundo o artigo utilizado no post notasse um aumento do gasto energético em repouso. Outro benefício do exercício com peso é o aumento das reservas energéticas o que ajuda nas mais diversas atividades.

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