
A obesidade é causada pela a combinação entre
pré- disposição genética e estilo de vida. A inatividade física e alimentação
inadequada resultam balanço energético positivo, o que significa em ultima
instância aumento do peso corporal. A complexidade da regulação do peso
corporal apresenta um dos maiores desafios para o entendimento da etiologia,
tratamento a prevenção a obesidade, neste contexto, muitos conhecimentos são
necessários, desde a compreensão dos métodos apropriados para a avaliação do
balanço energético nos indivíduos, ate as técnicas bioquímicas e moleculares
que possam esclarecer os mecanismos específicos.
O total de energia necessária para os seres vivos,
ou gasto energético diário, compreende o dispêndio energético basal, necessário
para a realização das funções vitais do organismo, o gasto energético da
atividade física, que engloba as atividades físicas do cotidiano e o exercício
físico, e o efeito térmico do alimento, relaciono com a digestão, a absorção e
o metabolismo dos alimentos. Em indivíduos saudáveis, o gasto energético
corresponde aproximadamente 60% a 70% do gasto diário, o Efeito térmico dos
alimentos entre 5% e15% e o gasto energético da atividade física de 15% a 30%,
sendo este ultimo o componente que mais varia entre os indivíduos.
MÉTODOS PARA A AVALIAÇÃO DO GASTO
ENERGETICO
Calorimetria direta
Requer uma câmara altamente sofisticada, que
permite a medida do calor sensível liberado pelo organismo, além do vapor de
água liberada pela a respiração e pele a pele. Para a avaliação do gasto
energético diário o avaliado deve permanecer na câmara por período igual ou
superior a 24 horas.
Calorimetria indireta
Esse método mensura o gasto energético da
análise do oxigênio consumido (VO2), do gás carbônico produzido (VCO2) e ainda,
do quociente respiratório (QR=VO2/VCO2) apontando assim a quantidade de energia
necessária para a realização dos processos metabólicos.
A determinação do gasto energético por
calorimetria indireta necessita que a medida seja feita durante o período de
sono do avaliado, pela a dificuldade de se medir o individuo nessa situação,
grande parte dos estudos utilizam a medida do gasto energético de repouso, que
é feito geralmente pela a manha com o individuo deitado, porém acordado.
Avaliação do gasto energético com base no
consumo alimentar
Durante muitos anos, a determinação do gasto
energético dos indivíduos foi feito com base naquilo que era ingerido pela a
dieta. Considerava-se que se o individuo estivesse com o peso e a composição
corporal adequados, realizando todas as atividades diárias de maneira
satisfatória, a medida de sua ingestão habitual fornecera uma noção de seu
gasto energético. Entretanto, a avaliação da avaliação alimentar está sujeita a
grande gama de erros tanto nos relatos quanto nos cálculos do valor energético
do alimento. Além disso, a regulação da energia pelo o homem não pode ser
considerada um processo perfeito, sendo sujeita a grandes flutuações.
RELAÇÃO ENTRE GASTO ENERGETICO E OBESIDADE
Vários estudos mostram que animais, quando sujeitos
a períodos de restrição alimentar, aumentam sua capacidade de armazenar
nutrientes, melhorando sua eficiência metabólica. Em humanos, a existência
desse possível sistema de auto-regulação
poderia ser explicado pelo período em que homens necessitavam caçar seu próprio alimento, estando, portanto
relacionado a sobrevivência. Por outro lado,
a manutenção de um balanço energético positivo cronicamente, resultado aumento
no peso corporal, parece não promover aumentos proporcionais do gasto
energético. Isso sugere que nosso organismo é programado para proteger-se mais
intensamente contra a perda do que contra o peso corporal. Não se compreende ao
certo porque a maioria dos obesos não consegue perder peso e, quando o perde,
acabam por retomar seu peso anterior. Um dos fatores preocupantes nesse
contexto é que a diminuição do gasto energético nos períodos de restrição
alimentar possivelmente se mantém mesmo após o retorno da ingestão energética
habitual.
O curso das investigações sobre gasto
energético diminuído na obesidade aponta para duas possibilidades: obesos
naturalmente têm seu gasto energético diminuído e indivíduos obesos que foram
submetidos, em diferentes períodos da vida, a restrições alimentares, ajustam
seu gasto energético e se tornam mais econômicos. Major e Cols chamam este
fenômeno de termogênese adaptativa.
Considerando a primeira possibilidade, por
muito tempo se acreditou que indivíduos obesos tivessem um gasto energético
menor do que não obesos. Alguns estudos inicias, como o de Kenn e Cols e
Braitman e Cols, analisaram o consumo energético por meio de diários
alimentares e mostraram que este era menor em indivíduos com maior adiposidade,
relacionando, portanto, a obesidade a redução do gasto energético.
O que se pode observar, com base nas
diferentes, desses estudos, é que existe grande variabilidade individual a
esses ajustes metabólicos, o que torna bastante difícil a explicação para eles.
Tentando solucionar as dificuldades de se
interpretar o gasto energético por técnicas clássicas, vários autores têm
buscado explicações moleculares para a existência da termogênese adaptativa ou,
ainda, para avaliar a possibilidade de indivíduos obesos diminuírem
naturalmente seu gasto de energia.
Referências:
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO sobrepeso é definido como o peso corporal que excede o peso normal ou padrão de uma determinada pessoa, baseando-se na sua altura e constituição física. A obesidade refere-se à condição em que o indivíduo apresenta uma quantidade excessiva de gordura corporal avaliada em porcentagem do peso total (%G). Embora ainda não tenham sido estabelecidos valores exatos consideram-se obesos limítrofes homens com 20 a 25% e mulheres com valores de 30 a 35% e obesos propriamente dito homens e mulheres com valores acima de 25% e 35% respectivamente. Heyward e Stolarczky (2000), sugerem que o valor médio de gordura relativa para homens e mulheres é de 15% e 23%, considerando valores de 25% para os homens e 32% para as mulheres como sendo valores de risco para doenças associadas à obesidade.
ResponderExcluirPara manter um balanço energético equilibrado ou neutro precisa haver um equilíbrio entre a ingestão alimentar e o gasto energético, mantendo o peso. Nutricionistas recomendam de 5 a 6 refeições diariamente para acelerar o metabolismo (necessita de hormônios e enzimas para digerir/absorver), proteger a parte gástrica, reduzir a sensação de fome e com isso conseguir ser mais seletivo na escolha dos alimentos.
O gasto energético é o resultado do metabolismo energético de repouso, o efeito térmico dos alimentos e da atividade muscular. O metabolismo energético de repouso é aproximadamente 1 Kcal por hora por quilograma de peso corporal. Contudo, é menor em indivíduos com altas quantidades de gordura corporal, pois o tecido adiposo possui menor atividade metabólica do que o tecido magro. A assimilação e a absorção dos alimentos é um processo energético dependente conhecido como efeito térmico dos alimentos, e representa de 5 a 10% das calorias consumidas. A mais variável fonte de consumo energético é a atividade muscular. Indivíduos sedentários podem não gastar mais do que 200 a 300 Kcal por dia nas atividades da vida diária, por outro lado, indivíduos engajados em programas de exercício estruturado podem consumir várias centenas e até milhares de Kcal por dia. Competidores do ciclismo podem necessitar consumir de 6.000 a 8.000 Kcal por dia para manter o balanço energético (Swain e Leutholtz, 2002).
O gasto energético (GE) pode ser avaliado por métodos calorimétricos, espectrométricos e questionários Os componentes desse gasto tem sido utilizados para apurar dados sobre o gasto energético de indivíduos obesos, já que estes gastam menos energia que indivíduos não obesos. Tais componentes seriam o GE de repouso, da atividade física ou efeito termogênico à alimentação. E para uma melhor compreensão, diferentes hormônios e proteínas têm auxiliado na compreensão do GE do corporal.
ResponderExcluirVários fatores interferem no consumo alimentar, por exemplo, influência da mídia, preocupações com a imagem corporal; quando esse consumo é exagerado, ocasiona o sobrepeso, e acaba sendo necessário a aquisição da prática de atividades físicas, para que, em consequência disso, o gasto energético também aumente, podendo instigar a redução de peso ou mantê-lo, se isto for o apropriado.
Os diferentes componentes do GE são fatores que podem explicar, em parte, a obesidade, sendo assim, é possível observar diferentes padrões de gasto em repouso e em resposta à atividade física na obesidade. Indivíduos obesos gastam mais energia para carregar seu peso corporal e a prática de exercício em indivíduos que têm sobrepeso, podem acarretar a elevação do metabolismo energético que, por sua vez, tem efeito positivo sobre o gasto energético.
Grupo: Exercício Físico e Mal de Parkinson
A obesidade vem se tornando uma tendência da evolução humana, a partir do momento que o mundo passa a ser mais rápido e prático, e com isso a alimentação também tem que acompanhar o ritmo.
ResponderExcluirO ser se tornando obeso ocasionam outras patologias como a hipertensão e a diabetes ( principalmente tipo 2). Assim, para essas pessoas obesas a restrição de alimentos mais gostosos do cardápio e passar a comer as mesmas coisas diariamente se torna uma rotina desafiadora.
A hipertensão é o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos ocasionada por uma má alimentação , e pelo mesmo motivo a diabetes mellitus ( tipo 2) é desencadeda, pois ocorre uma demanda muito grande de glicose na corrente sanguínea e o hormônio( insulina,produzida no pâncreas) que à degrada para entrar na célula não é suficiente.
Porém a eficácia da mudança de hábitos alimentares assim como físico (pratica de exercício físico) é comprovada. Em um estudo feito entre 2001 e 2012 com 5 mil pacientes foi constatado que a restrição de alimentos proporcionou uma redução de 8,6% do peso, enquanto os que mantiveram os péssimos hábitos só conquistaram 0,7% da redução.
Grupo: Adaptações fisiológicas em altas e baixas temperaturas.
A obesidade vem se tornando uma tendência da evolução humana, a partir do momento que o mundo passa a ser mais rápido e prático, e com isso a alimentação também tem que acompanhar o ritmo.
ResponderExcluirO ser se tornando obeso ocasionam outras patologias como a hipertensão e a diabetes ( principalmente tipo 2). Assim, para essas pessoas obesas a restrição de alimentos mais gostosos do cardápio e passar a comer as mesmas coisas diariamente se torna uma rotina desafiadora.
A hipertensão é o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos ocasionada por uma má alimentação , e pelo mesmo motivo a diabetes mellitus ( tipo 2) é desencadeda, pois ocorre uma demanda muito grande de glicose na corrente sanguínea e o hormônio( insulina,produzida no pâncreas) que à degrada para entrar na célula não é suficiente.
Porém a eficácia da mudança de hábitos alimentares assim como físico (pratica de exercício físico) é comprovada. Em um estudo feito entre 2001 e 2012 com 5 mil pacientes foi constatado que a restrição de alimentos proporcionou uma redução de 8,6% do peso, enquanto os que mantiveram os péssimos hábitos só conquistaram 0,7% da redução.
Grupo: Adaptações fisiológicas em altas e baixas temperaturas.
Acrescentando ao trabalho do grupo, podemos destacar segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) índices de massa corpórea (IMC),que é uma medida utilizada para medir a obesidade adotada,é o padrão internacional para avaliar o grau de obesidade. Medida qual usamos uma equação dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado, sobrepeso e a obesidade, indicados pelo IMC, são fatores de risco para doenças tais como a hipertensão arterial, a doença arterial coronariana e o diabetes melittus, além de outras patologias consideradas de alto risco para a Saúde Pública, que também acarretam no gasto energético usual. Desempenho físico e prescrição de exercício requerem conhecimento de efeitos de duração intensidade, massa muscular envolvida, além da composição corporal e do gasto energético provocado pelos exercícios que estão sendo propostos. Importante a associação de exercicio e uma dieta adequada e bem orientada.
ResponderExcluirO gasto calórico durante as atividades físicas varia com a dosagem (intensidade e duração) do esforço e do peso do indivíduo, entre outros fatores. Como dito pessoas mais pesadas gastam mais calorias do que as pessoas leves para realizar um mesmo trabalho que envolva deslocamento corporal, assim não caracterizando um trabalho eficiente e consequente de melhoria corpórea.
No complemento para um gasto de energia e melhoria para o controle da gordura corporal, sempre se deve considerar as quatro variáveis básicas dos exercícios aeróbios: freqüência, intensidade, duração e tipo. Entanto o foco deve ser o a adição do volume de exercício e do gasto calórico, que pode ser mais bem conseguido pela realização de exercício aeróbio. Caracterizando assim o consumo eficaz de alimentos, prescrição de exercício adequado auxiliando num gasto energético para obesos eficiente.
Grupo - Exercício Físico e Câncer.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir