Várias
modificações fisiológicas ocorrem nas mulheres durante o envelhecimento e
acentuam-se com a menopausa. As principais são: a diminuição representativa da
concentração de estrógeno - os hormônios sexuais femininos, o aumento da
adiposidade, a redução da massa muscular e a diminuição do gasto energético de
repouso. Como consequência, há redução da mobilidade, do equilíbrio e o aumento
do risco de quedas, diminuindo a qualidade de vida com o avançar da idade. Por outro lado, vários estudos
têm evidenciando a importância dos exercícios físicos, por estimular o aumento
da massa magra, que eleva o gasto energético de repouso. Além dos exercícios,
vários autores atribuem benefícios às mulheres que ingerem soja e/ou seus
componentes, entre eles a proteína e os fitoestrógenos (isoflavonas).
As isoflavonas que são compostos fenólicos, estrutural e
funcionalmente semelhantes ao estrógeno produzido pelos mamíferos, são
alternativas para reposição hormonal. Na pós-menopausa, quando a concentração
do estrógeno corporal diminui em média 60%, os receptores ficam mais
disponíveis, favorecendo a ação das isoflavonas, que acabam compensando a
deficiência do hormônio humano.
RESUMO DO ARTIGO CITADO ACIMA
Artigo publica no ano de 2010 pela
Revista da Associação Medica Brasileira, tem como objetivo analisar a
influência alimentar da proteína da soja, enriquecida com isoflavonas e dos
exercícios com peso sobre o gasto energético de repouso de mulheres na
pós-menopausa. Foi realizado um ensaio clínico, prospectivo, longitudinal,
controlado, casualizado e duplo-cego desenvolvido em três etapas: antes,
durante e após a intervenção com proteína da soja e exercícios com pesos. Esse
ensaio teve duração de 16 semanas, envolvendo 60 mulheres com idade de 36 a 71
anos que se enquadraram nesses critérios: estar na pós-menopausa, com
confirmação do/a ginecologista; ausência de exercícios físicos nos últimos três
meses; ausência de terapia de reposição hormonal e de doença osteomuscular.
As mulheres foram distribuídas em
quatro grupos: G1 (proteína da soja e exercício), G2 (placebo e exercício), G3
(proteína da soja e sem exercício)
e G4 (placebo e sem
exercício). A proteína da soja e o placebo (maltodextrina) foram distribuídos, aleatoriamente,
sob a forma de pó, na porção de 25 gramas/dia. Foram 10 exercícios com pesos, realizados
em três sessões semanais, com 3 séries de 8-12 repetições cada, carga de
60%-80% de uma repetição máxima (RM). O gasto energético de repouso (GER) foi
calculado a partir do O2 e CO2, obtidos por calorimetria indireta no
equipamento da (Quinton-QMC®), durante 30 minutos, sob temperatura e umidade
controladas. Na análise estatística foi utilizada ANOVA, teste T de Student e
regressão múltipla, por meio do software Stata 9.2, α<0,05.
Os resultados obtidos nos testes
comparando os grupos, de todas as variáveis do momento inicial do estudo,
evidenciou homogeneidade entre eles.
Entretanto, as mulheres
caracterizaram-se por excesso de massa corporal, (IMC≥25 kg/m2), quantidade
limítrofe de massa muscular (≤28% de MM),
sub-relato do VCT e
tendência de ingestão protéica em excesso.
Quanto à intervenção,
na comparação da variação percentual do GER entre os grupos, observou-se
diferença estatisticamente significante (p<0,05) entre G1 (aumento de 17%) e
G4 (redução de 4%). O G2, apesar de não ter se diferenciado dos outros grupos,
teve aumento de 9%. Enquanto, o G4 teve diminuição em 4% (p<0,05).
Portanto, exercícios
com pesos são determinantes para o aumento do gasto energético de repouso,
de mulheres na pós-menopausa,
podendo ser potencializado pela ingestão de proteína da soja enriquecida com
isoflavona.

Referências Bibliográficas
Mara Cléia Trevisan1*,
José Maria Pacheco de Souza2, Maria de Fátim a Nunes Marucci 3
Trabalho realizado na
Universidade de São Paulo – USP, São Paulo, SP
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000200013
Assim como a proteína da soja traz benefícios,seus malefícios que pouco são pesquisados necessita de uma ressalva. A reposição hormonal é necessária ao chegar na menopausa, porém o uso dessa proteína assim como a de outras sementes em excesso e também a longo prazo desencadeiam doenças como enxaqueca e anemia, até mesmo aceleram o processo que causa a osteoporose que já é uma consequência a longo prazo da menopausa. Porque essa proteína como a de outras sementes possui ácido fíticos que impedem a absorção de substâncias vitais como magnésio, ferro, cálcio e zinco.
ResponderExcluirAlém disso, a soja possui substâncias que inibem a enzima tripsina que é essencial para a digestão e quebra das proteínas, por onde não bem degradadas o corpo fica mais vulnerável a patologias. A soja também possui hemaglutinina, uma proteína que também se encontra no vírus da gripe A, por onde aumenta a viscosidade do sangue e a coagulação,assim, sendo utilizada em uso abusivo e por mulheres hipertensas pode desencadear problemas cardiovasculares fatais.
Porém essa proteína não é tão maléfica assim sendo consumida após fermentação, como shoyo e missô, lembrando que essas doenças são desencadeadas por seu uso abusivo.
ResponderExcluirNa menopausa diversas alterações fisiológicas acontecem no organismo da mulher. A diminuição do nível de estrogênio somado ao envelhecimento gera uma redução da massa muscular e da força. Alem disso com a baixa do hormônio estrogênio, aumenta-se o risco para hipertensão e desenvolvimento de doenças crônicas como a osteoporose e doenças cardiovasculares.A proteína da soja aliada com exercícios com peso podem trazer grandes benefícios para as mulheres na pós menopausa.Estudos mostram que as mulheres que ingerem produtos da soja diariamente apresentam menos episódios de calor e sudorese noturna. Exercícios de resistência e dinâmicos podem retardar a perda óssea após a menopausa, diminuindo o risco de fraturas e osteoporose. Além disso previne o ganho de peso, pois as mulheres tendem a perder massa muscular e ganho de gordura abdominal durante e após a menopausa.
Grupo: Câncer e exercício físico
Tanto o exercício com pesos como a proteína da soja podem auxiliar na manutenção do GER com o avanço da idade e a menopausa, além de serem uma opção para a reposição hormonal de muitas mulheres. Exercícios com pesos são determinantes para o aumento do gasto energético de repouso, de mulheres na pós-menopausa, mas pode ser potencializado pela ingestão de proteína da soja enriquecida com isoflavina.
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